Certas coisas, cedo ou tarde vão acontecer.
Estes dias li um raciocínio do psicólogo Flávio Gikovate que gostei muito. Ele comenta que muitas pessoas dizem não ter tempo para pensar em si. Estão sobrecarregadas de tarefas de trabalho e/ou tarefas pessoais e não conseguem dedicar um tempo para pensar, de forma profunda, na sua trajetória de vida e no seu futuro. Ele comparou que este tipo de situação (ou de desculpa) é exatamente como estar dirigindo um carro e dizer que não tem tempo para parar e abastecer (ou revisar a condição do carro). Cedo ou tarde, você vai precisar parar. A questão é se você fará isto no momento certo, em um posto de gasolina, ou se prefere arriscar e parar obrigatoriamente na estrada, dependendo da ajuda dos outros.
Ótima analogia, da qual concordo muito. Sempre me preocupei em dar um espaço nos meus compromissos e dedicar um tempo para mim.
O que aprendi até aqui? Onde me sinto vitorioso? Onde quero crescer mais? O que planejo para minha vida? Quais meus valores? Meus sonhos? Minha maneira de ser?
Ser feliz não é ter poucos problemas. Ser feliz é saber lidar com eles.
O simples fato de pararmos e pensarmos foca a energia para assuntos pessoais, que somente nós mesmos podemos responder. Pensar, questionar e conversar sobre a nossa vida, organiza a nossa mente, acalma a nossa ansiedade e diminui os nossos medos.
O "problema" nisto tudo, é que para muitas pessoas, o ato de pensar em si (e na sua vida) dá muito trabalho. Temos que assumir erros, perdoar, questionar, mudar... Isto é difícil e cansativo. Mas eu acredito que somente assim conseguimos ser mais autênticos e mais honestos com a nossa própria vida. E somente desta forma podemos ir aprendendo, melhorando, crescendo.
O importante não é, necessariamente, onde você já está, mas o quanto já andou e para onde você vai.
Já pensou nisto?
Este blog migrou para o site www.gabrielcarneirocosta.com.br - Contato: coach@gabrielcarneirocosta.com.br
segunda-feira, 13 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Em que idade acertamos no amor?
Um outro ponto bastante paradoxal são as nossas escolhas amorosas. Existe uma mistura de perfis onde alguns são fixados na idéia de casar (ou ter um relacionamento) não importando com quem. Se não resolverem isto, ficarão anos em cima de relações frágeis, onde constantemente estará presente a cobrança para o que o outro mude e se torne aquilo que a pessoa idealizou.
Outros possuem uma espécie de medo da intimidade. Fogem de relacionamentos justamente quando começa a ficar bom. Encaram o casamento como uma prisão perpétua e escondem-se atrás da imagem de solteirão (ou solteirona) por opção. Aprendi nestes anos, que ninguém é sozinho por escolha. E aqui me refiro a solidão como um estado de vida e não como uma fase. Este perfil foge de alguma coisa. As vezes, penso que pode estar fugindo de modelos parentais não bem sucedidos, ou até mesmo podem estar fugindo da própria intimidade, pois é no relacionamento a dois que nos obrigamos a nos conhecer mais justamente porque somos intimamente questionados sobre as nossas atitudes.
Também tem o time daqueles que buscam o parceiro ideal, de forma mais seletiva e observadora, tendo o amor como fonte desta busca.
Com certeza ainda deve haver diversos outros perfis de pessoas na procura e no desenvolvimento de relacionamentos estáveis, mas o que percebi nestes últimos tempos é que esta busca está muito mal organizada. A superficilidade das relações, os ambientes virtuais, as facilidades de criar falsos vínculos permitem uma realidade prática muito diferentes de amor e amizade.
E por falar em amizade, você já percebeu como os critérios de seleção e aproximação entre amigos é diferente para relações amorosas. Na amizade, que é uma relação muito mais livre e independente, buscamos justamente pessoas parecidas conosco, que pensam parecido, que possuem estilo de vida parecido, valores parecidos e etc. Então porque ao escolher uma pessoa para amar a maioria das pessoas buscam justamente alguém tão diferente? É óbvio que vai dar errado! E mais uma vez, passará tempos bringando para transformar o outro em uma pessoa parecida consigo. Faz sentido? O ser humano complica aquilo que poderia ser bem mais fácil!
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