segunda-feira, 19 de março de 2012

Meio cheio ou meio vazio?

Nos últimos dias tenho refletido sobre a questão da famosa expressão "copo meio cheio ou meio vazio", e durante uma aula de psicologia Positiva esta reflexão ficou ainda mais interessante.
Resolvi ilustrar a questão usando uma metáfora um pouco diferente, e neste caso pessoal. Quero propor o pensamento pela visão de uma taça de vinho. Optei pelo vinho por diversos motivos, entre eles o fato de ser uma bebida que aprecio muito e também pelo fato de que, normalmente, não se enche uma taça com vinho, pois isto dificulta o contato com o oxigênio do ar e nos impede de perceber mais facilmente as características positivas da bebida.
Penso que assim é a vida. Quero propor o pensamento de que podemos trocar a palavra "ou" pela palavra "e". A taça não está meio cheia OU meia vazia. A taça está meio cheia E meio vazia. 
A idéia de que pessoas otimistas sempre enxergam a taça meio cheia pode ser superficial demais. A vida não é feita apenas de fatos positivos, e a melhor forma de desenvolvermos a capacidade de sermos otimistas, e resolvermos os problemas que a vida nos traz, é justamente entender quais são as características positivas e  as negativas que temos ao nosso redor. 
O foco não é uma vida feita de coisas boas OU coisas ruins. A vida é completa, e portanto tem coisas boas E coisas ruins. 
Acredito muito que uma vida satisfatória não é conseguir a ausência de problemas, mas sim saber lidar com eles de forma mais positiva, sem jamais deixar de enxerga-los. 
Temos o péssimo hábito de fugir para nos proteger, mas é justamente na fuga que nos desprotegemos. E então a melhor forma de lidar com as questões negativas da vida é ir de encontro a elas, sem negar que estão presentes, e principalmente, sem deixar que estas questões ditem o rumo das nossas vidas.
Para complementar, utilizei uma foto que considerei ótima para ilustrar esta pequena reflexão. A taça pode estar meio cheia e meio vazia, mas ainda assim, podemos utilizar diversas perspectivas sobre como vamos visualizar este vazio. Somos nós que damos aos fatos, as suas interpretações. E cabe exclusivamente à nós significarmos o vazio.
Um brinde à felicidade! Tim-tim!


domingo, 11 de março de 2012

Workshops Vivenciais.

Abaixo seguem as próximas turmas abertas dos três principais workshops vivenciais.





DNA Beginner:
Onde tudo começou! Este foi o primeiro workshop desenvolvido, no qual já tive o prazer de realizar diversas vezes. São 14 horas de muito auto-conhecimento.
Trabalho explicando as teorias norteadoras da nossa vida, estipulando junto aos participantes um ponto de partida para mudança. Passamos por teorias sobre crenças, pensamentos e comportamentos, analisamos ganhos e perdas da vida atual e da vida desejada, utilizamos visualizações futuras de sonhos e metas, regressão consciente à criança do participante e encerramos com o desenvolvimento de uma rota de ação. Atualmente desenvolvo em parceria com o Coach Tiago Lemos, e o DNA Beginner é administrado pela empresa Venti Inteligência em Projetos.

DNA Deeper:
Como diz o nome, é o workshop mais intenso e profundo que desenvolvo. Exclusivo para quem já realizou o módulo inicial, o participante conecta suas emoções mais autênticas para entender seus medos, desejos, angústias e alegrias da vida. Foco em uma vida mais feliz, é um encontro intenso de três dias e duas noites com muitos exercícios de auto-conhecimento e aprendizado sobre ferramentas que auxiliam uma mudança de comportamento.
Também desenvolvido em parceria com o Coach Tiago Lemos e com a Venti Inteligência em Projetos, o DNA Deeper conta também com uma equipe extra de apoio para melhor acolhimento aos participantes.

ELO - Pais e Filhos:
Parceria com minha esposa e Psicóloga Clínica Graziela Freitas, este é o primeiro workshop vivencial para pais e filhos juntos. Uma caminha de dez horas de muita conexão com os aspectos positivos desta relação. Um momento para os participantes compreenderem seus medos e expectativas individuais e familiares. Um encontro baseado na energia do amor, carinho e respeito, sentimentos essenciais para uma relação pais e filhos autêntica e feliz.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Obrigado mulheres.


Embora não seja da minha época, ao refletir sobre o sexo feminino, foi inevitável lembrar da antiga música de Erasmo Carlos onde ele canta “Dizem que a mulher é um sexo frágil. Mas que mentira absurda. Eu que faço parte da rotina de uma delas sei que a força está com elas”.
Como ser humano, como homem e como Coach respeito muito a mulher. Observo, no processo de Coaching, que a mulher costuma ter uma visão mais sistêmica da vida, buscando com frequencia o alinhamento das áreas profissionais, familiares e pessoais.
De forma geral, o homem busca ser referência na macro sociedade. Quer ser premiado, estar nos jornais, na TV e rodar o mundo. A mulher busca ser referência na sua micro sociedade. Quer ser reconhecida como uma filha especial, uma mãe diferenciada, uma esposa dedicada e uma profissional de respeito pelo seus colegas de mercado.
Homem tem uma lista de hobbies. Lê revista de automobilismo, joga futebol uma vez por semana, participa da turma do poker, da confraria da cerveja e por aí vai. A mulher não costuma ser assim. A mulher é mais das atividades afetivas. Procura a troca de afeto entre as pessoas, gosta de longas conversas e de momentos mais relaxantes.
O homem é sempre mais objetivo, mais pragmático. Busca resolver um ponto específico, e principalmente, uma ponto de cada vez.
A mulher quer resolver todos os pontos e sempre tudo junto. O que é mais incrível, é que elas tem de fato esta capacidade. A mulher consegue dar a devida atenção aos assuntos de forma distinta. Tem o tempo de ser mãe, a hora de ser filha, o dia de ser profissional, o momento de ser sexy, de cuidar do corpo, de sair com as amigas, de estudar, de arrumar a casa…
Como dito por alguns profissionais da área da saúde, a mulher está se tornando a super mulher. A exigência social impõem muitas mudanças e muitas tarefas. A mulher moderna é tudo.
Não é uma questão de certo ou errado, nem quero propor a discussão por preferências, mas o fato é que homens e mulheres tem muitas diferenças. E ao me propor refletir sobre as mudanças da mulher, resolvi contrapor com as mudanças do homem. Digo isto pois sempre acreditei que quando uma pessoa muda, a outra (do mesmo convívio) muda também. E vem sendo assim nas relações masculinas e femininas. Embora existam diferenças na forma de pensar e na estrutura de planejamento pessoal, tenho visto com muita frequencia os homens mais dispostos a pensar nos filhos, participar das reuniões na escola, ajudar a escolher a roupa. Homens preocupados em aprendar a cozinhar, descobrir como usa a máquina de lavar roupa, combinar com o jardineiro o que precisa ser feito.  Homens preocupados com sua beleza e com sua saúde futura. Homens dispostos a demonstrar afeto e passar a utilizar a frase que aprendemos com as mulheres: eu te amo. Sim, também de forma geral, os homens estão mais afetivos e mais dispostos a olhar suas vidas como um todo.
A mudança da mulher é comprovada na mudança que o homem passou a adotar. Quem ganha com isto? Penso que todos nós. Toda a sociedade e principalmente todos os filhos destes pais modernos. Pais que participam da vida dos seus filhos sem deixar de pensar nas suas vidas individuais. Pais que sabem ser egoístas e altruístas, característica típica da mulher que o homem aprendeu.
E tudo isto, devido a mudança das mulheres. Depois de queimarem roupas e lutarem pelo seu espaço, que hoje já está conquistado, foi o homem que precisou se adaptar. As vezes penso que se não fosse a antiga revolução feminina, talvez nós homens, ainda estaríamos presos no nosso mundo egoísta.
Obrigado mulheres.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Primeiro você.


Algumas pessoas tem o hábito de ajudar aos outros de forma incondicional. É bonito ver o ser humano com a empatia pelos problemas dos outros e perceber o amor e a dedicação andando lado a lado.
Meu objetivo com esta reflexão neste pequeno texto não é, em hipótese alguma, diminuir o valor da ajuda ao próximo. O meu objetivo é avaliarmos a sequência dos fatos.

Você já voou de avião? Lembra quando a aeromoça explicou sobre os procedimentos em caso de problemas?
As máscaras de oxigênio, que servirão de salva-vidas para nós, caem sobre nossos olhos. Primeiro precisamos colocar oxigênio para nós mesmos e uma vez respirando normalmente, então ajudarmos aos demais a buscarem os seus oxigênios.
É isto. Simples assim.

Primeiro eu me ajudo, depois ajudo aos outros. Primeiro eu preciso perceber que a ajuda cai na frente dos nossos olhos e somente em condições saudáveis eu posso ajudar ao outro.
Conheço pessoas que ajudam muito aos demais, mas pouco olham para si. Diante dos seus problemas queixam à Deus, que não ajuda à eles próprios em forma de recompensa por tudo o que fazem pelos outros.
Também tem aquela turma que ajuda aos outros e depois cobra ajuda para si mesmo, considerando que a humanidade tem a obrigação de ajudá-lo, afinal ele já ajudou muitas pessoas.

Como disse no início do texto, a ajuda alheia é maravilhosa, digna de gratidão e reconhecimento. A minha única proposta aqui neste texto é que possamos refletir o quanto estamos ajudando a nós mesmos. O que faríamos para ajudar a nós se nós fossemos os outros? E porque não fazemos conosco aquilo que fazemos para aos demais? Quem mais pode nos salvar além de nós mesmos?
Depender da ajuda dos outros para ser salvo é condicionar a nossa vida à espera de algum dia.
Focar a salvação em nós, e somente em nós mesmos, é nos dar poder, autonomia estímulos e assim uma vida mais completa e satisfatória para ajudar aos demais.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Artigo na Zero Hora

Foi publicado no jornal Zero Hora um pequeno artigo que escrevi logo após a virada de ano.
Boa leitura. Comentários, fico à disposição: coach@gabrielcarneirocosta.com.br


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Entrevista Clic RBS

Compartilho aqui no Blog (no link abaixo) a entrevista realizada no Clic RBS sobre o ato de comemorar pequenas conquistas.

Entrevista Clic RBS

Conquistas, de qualquer tamanho, precisam sempre ser comemoradas!
O que iremos comemorar neste mês?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Entrevista Jornal Correio do Povo

Compartilho aqui no blog uma entrevista realizada para o Jornal Correio do Povo, do RS, na edição especial de ano novo!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

2012: Para não ser um ano meio!

Fim de ano temos a oportunidade de rever o ano que tivemos e projetar o ano seguinte.
Fazer de 2012 um ano melhor precisa ser uma decisão individual e intransferível. Precisa acreditar. Precisa se dedicar e exercitar. Precisa querer muito ter um ano melhor.
O que depende exclusivamente de mim para que o ano seja melhor? Vamos tirar o foco dos outros e entender que somente nós podemos fazer do ano que vem um ano com crescimento, vitórias e realizações.

Não gosto da posição "meio". Ninguém lembra do aluno meio bom, do professor meio bom, do amigo meio querido, da festa meio boa. A posição mediana é a pior de todas. É preferível estar na posição "ruim", pois ela pelo menos permite a mudança, pois gera desconforto. A posição meio nos gera acomodação. Costumamos pensar que é melhor estar meio do que estar mal. Mas não concordo!
Um funcionário ruim é demitido, e a partir disto tem a oportunidade de rever o que pode ser feito. Um profissional médio não é demitido, mas também jamais será promovido. E então fica ali, no meio, até que o destino o tire de lá.
Um relacionamento meio é melhor do que um relacionamento ruim? Novamente acredito que não. Um relacionamento meio bom é a acomodação de uma vida com meias conquistas. Não podemos aceitar o meio. Não podemos aceitar o jargão "podia ser pior".

Proponho a todos os leitores aqui do blog que não façam de 2012 um ano meio. Vá forte! Faça de 2012 um ano completo. Cheio de desejos, energias, mudanças, vontades!!! Um ano completo.
O que você quer estar pensando em dezembro de 2012? Quer ter vivido um ano meio bom ou um ano intenso? Independente dos resultados, um ano intenso jamais será esquecido, porque você obrigatoriamente, termina diferente!
Esqueça os outros, só depende de você fazer de 2012 um ano inteiro! O que você vai escolher?

domingo, 27 de novembro de 2011

Imersão DNA - Dinâmicas Norteadoras para Ação

Ao longo de 2011 criei um workshop baseado em técnicas de Coaching. Trata-se do Imersão DNA: Dinâmicas Norteadoras para Ação.
O DNA é um encontro, com um grupo de 10 à 20 participantes em 14 horas de trabalho. Um processo individual de auto-conhecimento para determinar atitudes vencedoras em busca de metas e sonhos.
Tenho recebido algumas dúvidas com relação ao conteúdo do programa e resolvi criar dois vídeos explicativos:

Vídeo 01


Vídeo 02


Maiores informações: coach@gabrielcarneirocosta.com.br

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Para o que vivem as pessoas?

Recebi de um grande amigo este vídeo abaixo e resolvi compartilhar aqui no blog, afim de propor uma reflexão.
Para o que vivemos?

video

Até quando iremos esperar a vida permitir que os nossos sonhos aconteçam?
Se é você quem cria os seus sonhos, é você quem realiza!
#parapensar

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Primeiro a mente, depois o corpo!

Começa a se aproximar o verão e com isto a preocupação com aquelas gordurinhas pelo corpo que nos desmotivam a desfilar na praia com a auto-estima firma e forte! É uma correria para as academias, procura por médicos e dietas milagrosas.
Digo isto por experiência, afinal luto contra a balança faz algum tempo. Já fiz várias dietas que funcionaram, mas passa um certo tempo e o peso volta a subir. Isto acontece pois a dieta vira uma penitência, um castigo, uma tortura... e ninguém é louco para se torturar por tanto tempo seguido. Nem mesmo por nobres causas como biquinis, sungas e corpos bronzeados.
Quero compartilhar uma reflexão que fiz desde o último verão e que vem me ajudando a perder peso (já perdi 15kg - em 7 meses) sem me sentir castigado.
A prática disto não é fácil, mas o raciocínio sim. Utilizei todas as ferramentas e as formas de pensar que aprendi e desenvolvi nos processos de Life Coach.
Um dos princípios básicos do Coaching, é desafiar o assessorado a colocar planos de vida em ação. É um acompanhamento com foco no ato de agir. Mas para conseguir agir, precisamos entender que nossos resultados são frutos dos nossos comportamentos, que são frutos dos nossos pensamentos, que são frutos das nossas crenças. Portanto, mudar apenas as atitudes, não garante uma mudança tão eficaz. Precisamos mudar a mente, para depois mudar os comportamentos.

Se eu quero muito me tornar um grande empresário, eu passo a observar tudo o que grandes empresários fazem. Como eles pensam, como eles conversam, como eles cuidam do dinheiro, das oportunidades, dos desafios.
Se eu quero me tornar um grande esportista (seja qual for o esporte), eu observo o que os grandes jogadores fazem, como treinam, o que mentalizam, como pensam, como conversam.
Toda "tribo" segue uma linha geral similiar. Todos que praticam certo estilo seguem uma linha. É assim com médicos, advogados, psicólogos, publicitários. É assim com hobbies como motocicleta, vinho, lancha, literatura. É assim com esportes como tenis, futebol, natação, golfe. Ou seja, os melhores e mais entendidos em um segmento agem da mesma forma, e o que diferencia um dos outros é apenas pequenas questões pessoais (que podem separar os bons dos gênios), mas a "linha básica" é a mesma. Nenhum gênio em um segmento faz completamente diferente do que os bons. O fio condutor é o mesmo.
Isto me lembra certos princípios do Coach, como o fato de que crenças provocam pensamentos, que provocam atitudes e que somente depois provocam resultados.
E esta similaridade entre as "tribos" acontece o mesmo entre a turma dos gordinhos e a turma dos magrinhos. Os gordinhos pensam a respeito de alimentação de uma forma diferente dos magrinhos. E lembre-se: primeiro mudar pensamentos, para depois mudar comportamentos.
A minha proposta foi passar a observar como os magros pensam. Quero mudar a mente, depois o corpo. Quando comecei este exercício, comecei a me observar agindo de forma "gorda" e não de forma "magra". Me lembro de me pegar com dois salgadinhos na mão. Você já viu uma pessoa magra segurar dois alimentos ao mesmo tempo? Mas depois disto, preferimos dizer que a nossa genética nos atrapalha. Eu acredito que o DNA possa influenciar, mas não podemos culpar aquilo que não temos controle. E antes de culpar a nossa herança genética, vamos analisar nossos pensamentos e nossos comportamentos.
Comecei a observar como os magros pensam. E eles não pensam em comida de forma frenética, pensam em comida de duas formas: tem o grupo que pensa no alimento como sobrevivência e o grupo que pensa no alimento como prazer. Mas em ambos os casos, eles não pensam no alimento na relação de quantidade. Eles não vêem prazer em ficar mal de tanto comer. Eles não comem de forma rápida. Eles pensam o que vão comer diante de um buffet. Eles não comem tudo o que querem o tempo todo.
Depois de muito observar, percebi que magros pensam diferente de gordos, e passei e exercitar os meus pensamentos desta mesma forma. Não cortei nada do meu cardápio. Simplesmente tenho exercitado a minha mente para pensar como magro, e aí a dieta não é uma meta, e sim um estilo de vida. E se é um novo estilo de vida, uma nova forma de pensar, então não é castigo.
Tem funcionado, me fez perder 13kg, ganhar mais disposição e sigo conectado para continuar pensando assim. Nunca mais vou voltar a engordar? Não sei, não posso afirmar. Mas a minha aposta é que não. Está sendo fácil? Também não. Mas uma coisa posso compartilhar com muita segurança: quando você muda a mente, todo o resto fica mais fácil do que se tentar fazer o inverso.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O ciclo de um mito!


Há algumas semanas o mundo foi informado que o grande mito e idealizador da Apple, Steve Jobs estava deixando o cargo supremo de liderança. Desta vez ele não está saindo da empresa por ser expulso, como ocorreu na década de 80. Desta vez ele está saindo no auge do sucesso da maça mordida nas referências de consumo dos seres humanos, e por escolha própria.
Me chamou atenção que as notícias ao longo dos dias tinham um ar fúnebre. Uma espécie de velório com o defunto vivo. E mais uma vez, Steve Jobs cria uma aura emocional em cima de suas decisões.
Jobs manteve um sonho, e trabalhou obcessivamente por este. Estudou mercados, modelos de consumo e concorrentes. Engajou pessoas com os mesmos sonhos e provocou o ser humano a: “Think Different” (pense diferente). E como todo líder determinado a um resultado, também deixou pessoas insatisfeitas e incomodadas ao trabalharem com ele.
Em uma análise mais comportamental e menos técnica, Steve Jobs reinventou a maneira de pensar as coisas por mais de uma vez.
Quando o mundo crescia com computadores formais, sérios e de difícil manuseio, a Apple lança o Macintosh de forma simples, de fácil interface e colorido.
Quando o mundo se debatia para combater a pirataria das músicas na internet, mais uma vez a Apple surpreende e lança o iPod e em seguida a App Store, que mudam a forma do consumidor se relacionar com suas músicas preferidas.
Quando o mundo concorria para apresentar aparelhos celulares cada vez com mais recursos, Jobs lança o iPhone, demonsrando que interatividade e design estava mais carente do que recursos específicos.
E por fim, enquanto o mundo se preocupava em diminuir o tamanho dos notebooks, a Apple usa a lógica de aumentar o telefone celular e lança o iPad, revolucionando mais uma vez o mercado da tecnologia.
Independente de quem é o autor das idéias em si, acredito que todos estes produtos nasceram de muita criatividade, estudo, conhecimento técnico, determinação e ousadia de um grupo coletivo. A questão é a capacidade um homem liderar este processo com tamanha maestria e tornar uma marca tão desejada.
Estamos carentes de líderes que são taxados de loucos, mas mudam a forma da humanidade pensar. São considerados arrogantes, mas defendem um pensamento com determinação e argumentação. São considerados difíceis, mas estimulam a ousadia ao invés de estimular o trabalho baseado em carga horária.
Agora, Steve Jobs se despede deixando uma nova questão para ser repensada. Uma marca, que é um ícone emocional, consegue ter DNA próprio e perpetuar na mente do consumidor, sem o seu idealizador?
Tim Cook conseguirá manter o espírito inovador e encantador da Apple? E Steve Jobs conseguirá se manter vivo não tendo mais a palavra final da sua maior obra?
Vamos deixar o tempo nos responder. Até lá só nos resta dizer: Thank for your job, Steve!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

De A para B.

Nos últimos anos, tenho conversado com muitas pessoas sobre processos de mudança de vida. Toda mudança exige sair de um ponto A e ir para um ponto B. Porém, se não soubermos qual é realmente o ponto B que desejamos, qualquer mudança poderá ser escolhida, e o ponto B poderá ser qualquer coisa.
Muitas pessoas querem sair do ponto A como fuga, propiciando um alívio. Querem mudar para um novo lugar não em busca de realização, propósito, felicidade. Querem mudar para se livrarem de onde estão.
Isto reforça a idéia que vivemos em uma sociedade carente de vida pessoal. Queremos nos desenvolver e crescer profissionalmente, sermos reconhecidos, virarmos referência, ter recompensas financeiras. Mas ao mesmo tempo, queremos cuidar da família, dos filhos, dos amigos, dos hobbies, das diversões. Ao não alcançarmos este equilíbrio, então buscamos mudar do ponto onde estamos. O problema é que ao mudarmos de posição, não necessariamente mudamos os nossos comportamentos, e assim sendo, quem vai para o ponto B é o mesmo ser que estava no ponto A. 
Mudanças costumam ser movidas por dor ou por prazer. São estes dois sentimentos que nos levam a mudarmos e tomarmos certas atitudes. 
No exemplo que estou refletindo aqui neste texto, o ideal é querermos sair do ponto A movido pela dor, mas buscar um ponto B movido pelo prazer. Somente assim estaremos focados em encontrar uma solução que mude o nosso comportamento, mas que principalmente, mude a nossa forma de pensar e agir. Antes de mudar um local de trabalho, rever os nossos valores, os nossos pensamentos e os nossos comportamentos. Antes de criticar colegas, chefes, subordinados e parceiros, refletir o que acontece neste mundo externo que nos deixa irritados e frustrados. Antes de querer fugir de algum lugar que não faça mais sentido para nós, definir onde queremos estar.
Somente assim o ponto B poderá ser um lugar mais interessante, que nos permita estarmos mais realizados e mais felizes.

sábado, 30 de julho de 2011

Dinheiro é...

Certa vez escutei uma frase que me chamou a atenção e me fez refletir: "Dinheiro potencializa aquilo que somos"! Tá aí! Gostei!
Não acredito que dinheiro traga felicidade e realização para quem não se sente feliz e realizado. Veja bem! É lógico que ter dinheiro amplia as nossas sensações de estarmos nos sentindo realizado. Mas não sairemos da posição não realizada (ou não feliz) para a posição realizada (ou feliz) simplesmente porque agora temos mais dinheiro. A vida precisa antes de mais nada de propósito. Dinheiro sem propósito é finito!
A questão chave aqui, me parece, é que vivemos em uma sociedade onde ter é mais valorizado do que ser. E neste cenário, é importante demonstrar que temos dinheiro para então sermos considerados especiais. Mas este ciclo todo é para satisfazermos um valor interno nosso, que neste caso poderia ser o reconhecimento. Depois disto, temos a crença (muitas vezes desenvolvida por esta mesma cultura social) de que para termos reconhecimento precisamos demonstrar que temos dinheiro. Como consequencia disto, o nosso comportamento aponta para buscarmos o dinheiro. O problema, é que não nos damos conta do que exatamente este dinheiro vai alimentar nas nossas crenças, e aí começa uma confusão, pois o dinheiro passa a não satisfazer no longo prazo. Reconhecimento advindo do dinheiro é superficial e passageiro. Então parece que precisamos de mais dinheiro, precisamos comprar mais coisas...
Mas vamos pensar que hipoteticamente, o dinheiro não existisse mais no mundo. Temos outras formas de alcançarmos reconhecimento? Sim, temos! E se conseguirmos buscar reconhecimento através do que somos (e não do que temos), alguém poderá me tirar isto? Não! O que somos não acaba (a menos que queiramos), mas o que temos sim. Tudo o que temos pode ter um fim.
Você quer dinheiro para ter prazer, comprar objetos de desejo, propiciar novo estilo de vida, ajudar pessoas? Legal! Eu também quero! Mas vamos lembrar que este mesmo dinheiro precisa vir daquilo que nos dá sentido, que nos dá prazer, que realmente satisfaça os nossos valores e que esteja alinhado com o nosso propósito de vida. Se assim for, deixamos de "ganhar dinheiro" e passamos a "fazer dinheiro". Percebeu a diferença?
Falta de dinheiro é sintoma. Prosperidade financeira é resultado!
Levei algum tempo para entender o significado da expressão "deixe o dinheiro trabalhar para você". Mas hoje faz sentido! Se tenho meu propósito, minha dedicação, com foco, o dinheiro é resultado. Mas se coloco o dinheiro como alimento para o meu objetivo de vida, então passarei a vida trabalhando para ter. São os casos de pessoas que passam a vida ganhando e gastando. Juntando e perdendo. Fazem tudo certo mas não se sentem (ou não estão) com riqueza. Precisa mais e mais.
Vamos pensar em dinheiro como amplificadores do que somos? Você está preparado para aumentar o seu volume interno? #parapensar

domingo, 3 de julho de 2011

Santiago de Compostela, um símbolo de fé!

Acabei de assistir a um filme sobre o famoso caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Um lugar que independente de religião, mexe com as pessoas, com suas crenças, suas vidas e com a fé humana. As pessoas vão até lá em busca de algo que está fora do nosso cotidiano, como uma espécie local mágico, místico e que ao final, torna-se um carimbo de esforço e dedicação. Alguns fazem o caminho de uma forma muito dolorosa, com muita dor. Outros se permitem um pouco mais de qualidade. Mas ainda assim, todos que terminam o caminho, sentem-se exaustos fisicamente, mas extremamente compensados espiritualmente. Confesso que a idéia deste caminho me atrai, mas ainda não tive a oportunidade de realiza-lo.
Mas ao terminar o filme, o que me fez ficar pensando e vir aqui escrever este texto não é exatamente o histórico caminho de Santiago de Compostela, e sim os movimentos que o ser humano faz para se sentir em contato com Deus, em contato com seus desejos e com suas culpas.
Vivemos em um dia a dia que não nos cabe um contato efetivo com nossos desejos mais íntimos, que não nos permite criar os laços afetivos que gostaríamos de ter e que não nos permite relações suficientemente transparentes e equilibradas para que possamos resolver nossas culpas, nossos medos e anseios. No meio desta realidade, nos apegamos em números, cartas de tarô, horóscopos, religiões e amuletos da sorte para que tenhamos uma sensação de preenchimento e crença por coisas que não conhecemos e por isto, não definimos. A fé é misteriosa e intangível. O importante não é onde nos agarramos, e sim o resultado que isto nos gera.
Já frequentei diversas religiões e até hoje não sigo nenhuma delas. Levo comigo um pouco de cada uma, aquilo que fez (e faz) algum sentido para mim. Acredito que independente de qual religião, prática, crença, regras e rituais, o que não podemos negar é que uma energia nos move, nos une, nos comove e nos ajuda. A energia está em mim, em você, e em tudo aquilo que planejamos e executamos. O caminho que escolheremos para concretizar sonhos e resolver inquietações é particular, mas o que não podemos deixar de fazer nesta vida, é entender que estamos vivos. E se estamos vivos, é porque devemos continuar caminhando, aprendendo e evoluindo. Ter a esperança como energia, as metas como músculos e a paixão como alimento. Se para isto, o caminho de Santiago de Compostela faz sentido, ótimo. Organize seu tempo, suas finanças e sua saúde e se prepare para fazer. Se para outros, este caminho é mais perto, mais simples e mais curto, não importa, faça. O importante é nos sentirmos melhor e não acumularmos "dívidas" sem prazo para serem quitadas. A pior dívida é aquela que fazemos conosco mesmo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cedo ou tarde!

Certas coisas, cedo ou tarde vão acontecer.
Estes dias li um raciocínio do psicólogo Flávio Gikovate que gostei muito. Ele comenta que muitas pessoas dizem não ter tempo para pensar em si. Estão sobrecarregadas de tarefas de trabalho e/ou  tarefas pessoais e não conseguem dedicar um tempo para pensar, de forma profunda, na sua trajetória de vida e no seu futuro. Ele comparou que este tipo de situação (ou de desculpa) é exatamente como estar dirigindo um carro e dizer que não tem tempo para parar e abastecer (ou revisar a condição do carro). Cedo ou tarde, você vai precisar parar. A questão é se você fará isto no momento certo, em um posto de gasolina, ou se prefere arriscar e parar obrigatoriamente na estrada, dependendo da ajuda dos outros.
Ótima analogia, da qual concordo muito. Sempre me preocupei em dar um espaço nos meus compromissos e dedicar um tempo para mim.
O que aprendi até aqui? Onde me sinto vitorioso? Onde quero crescer mais? O que planejo para minha vida? Quais meus valores? Meus sonhos? Minha maneira de ser?
Ser feliz não é ter poucos problemas. Ser feliz é saber lidar com eles.
O simples fato de pararmos e pensarmos foca a energia para assuntos pessoais, que somente nós mesmos podemos responder. Pensar, questionar e conversar sobre a nossa vida, organiza a nossa mente, acalma a nossa ansiedade e diminui os nossos medos.
O "problema" nisto tudo, é que para muitas pessoas, o ato de pensar em si (e na sua vida) dá muito trabalho. Temos que assumir erros, perdoar, questionar, mudar... Isto é difícil e cansativo. Mas eu acredito que somente assim conseguimos ser mais autênticos e mais honestos com a nossa própria vida. E somente desta forma podemos ir aprendendo, melhorando, crescendo.
O importante não é, necessariamente, onde você já está, mas o quanto já andou e para onde você vai.
Já pensou nisto?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Em que idade acertamos no amor?

Um outro ponto bastante paradoxal são as nossas escolhas amorosas. Existe uma mistura de perfis onde alguns são fixados na idéia de casar (ou ter um relacionamento) não importando com quem. Se não resolverem isto, ficarão anos em cima de relações frágeis, onde constantemente estará presente a cobrança para o que o outro mude e se torne aquilo que a pessoa idealizou.
Outros possuem uma espécie de medo da intimidade. Fogem de relacionamentos justamente quando começa a ficar bom. Encaram o casamento como uma prisão perpétua e escondem-se atrás da imagem de solteirão (ou solteirona) por opção. Aprendi nestes anos, que ninguém é sozinho por escolha. E aqui me refiro a solidão como um estado de vida e não como uma fase. Este perfil foge de alguma coisa. As vezes, penso que pode estar fugindo de modelos parentais não bem sucedidos, ou até mesmo podem estar fugindo da própria intimidade, pois é no relacionamento a dois que nos obrigamos a nos conhecer mais justamente porque somos intimamente questionados sobre as nossas atitudes.
Também tem o time daqueles que buscam o parceiro ideal, de forma mais seletiva e observadora, tendo o amor como fonte desta busca.
Com certeza ainda deve haver diversos outros perfis de pessoas na procura e no desenvolvimento de relacionamentos estáveis, mas o que percebi nestes últimos tempos é que esta busca está muito mal organizada. A superficilidade das relações, os ambientes virtuais, as facilidades de criar falsos vínculos permitem uma realidade prática muito diferentes de amor e amizade.
E por falar em amizade, você já percebeu como os critérios de seleção e aproximação entre amigos é diferente para relações amorosas. Na amizade, que é uma relação muito mais livre e independente, buscamos justamente pessoas parecidas conosco, que pensam parecido, que possuem estilo de vida parecido, valores parecidos e etc. Então porque ao escolher uma pessoa para amar a maioria das pessoas buscam justamente alguém tão diferente? É óbvio que vai dar errado! E mais uma vez, passará tempos bringando para transformar o outro em uma pessoa parecida consigo. Faz sentido? O ser humano complica aquilo que poderia ser bem mais fácil!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Quem tem pressa chega primeiro. Mas chega onde?

Já havia escrito um pouco sobre isto no post anterior, mas resolvi voltar aqui no blog e aprofundar um pouco mais.
Tenho feito alguns trabalhos de aconselhamento para profissionais que estão na transição entre 30/40 anos, projeto pelo qual dei o nome de “Bom dia 30 anos”. Nesta fase, muita coisa muda e infelizmente o ritmo acelarado que a nossa sociedade nos impõem não permite o ato de parar e refletir a respeito do que estamos plantando e o que estamos colhendo. Nos vemos pressionados pelo fluxo de uma carreira ascendente e corremos o risco de olhar para os lados apenas no fim da linha, e aí  poderemos ter perdido muitas coisas pelo caminho sem nem mesmo nos darmos conta.
É paradoxal. Vejo com muita frequencia executivos acima dos 50 anos reclamarem do alto preço que pagaram para chegar onde chegaram. Casamentos perdidos, filhos desacompanhados, pais afastados, amigos esquecidos, sonhos não realizados.
Do outro lado, temos uma geração (dos 25/35 anos) determinada a pagar qualquer preço para crescer. Se submentem à empregos de baixa renda, ambientes altamente pressionados, infinitas horas de trabalho, viagens intensas para diversos lados, baixo estímulo e reconhecimento. Tudo em nome do crescer.
Isto não parece estranho? Não seria mais interessante procurar um equilíbrio?
É justamente nesta faixa etária (25/35), que deixamos de ser energia pura em prol do futuro e passamos a ajustar a nossa energia com as nossas realizações. Já estamos em uma idade onde somos pressionados (por outros e por nós mesmos) para estarmos realizando, produzindo, conquistando. Deixando de ser promessa e passando a ser entrega.  E é neste ponto que as coisas começam a se enrolar. Não dá mais para viver apenas de sonhos e futuro, é preciso olhar e avaliar o presente. Ainda tem tempo para mudar o caminho, mas já não podemos mais nos aventurar e colocar tudo o que já se fez em risco. Nestes momentos, mais importante do que a velocidade, é a direção. O problema é que o ambiente que vivemos nos leva justamente para o oposto, onde tudo precisa ser feito para ontem. O cargo de diretor, o alto salário, o status social, o carro importado, a casa dos sonhos… tudo precisa ser conquistado já. O problema é que isto tem um preço alto, invisível aos olhos presentes e nossa geração está sendo empurrada pelo sistema a se desenvolver neste formato.
Se somos uma geração apressada por natureza, então que também se apresse o desejo de auto-conhecimento, de seguir seus sonhos, de respeitar seu ritmo. Utópico? Talvez! Mas o fato é que isto precisa ser refletido.
Recentemente vi em uma campanha publicitária uma chamada muito inteligente: “quando você chega lá, o lá ainda está lá?”. A pergunta é ótima, e pessoalmente acredito que não. O nosso “lá” muda o tempo todo, e frustrante ou não, você nunca chega lá. Isto é diferente de se sentir realizado, que para tal, cabe o exercício constante da celebração das conquistas. Mas o “chegar lá” é futuro, por natureza. Se você entender que chegou lá, então não deseja mais nada e portanto, fim da vida para você. O “chegar lá” é estímulo, é meta, é ambição. E assim deve ser.
Questione o seu “lá”, poise le foi feito para ser mudado. Mas tenha pressa por se sentir bem. Tenha pressa por ir realizando as coisas ao seu tempo. E por fim, não tenha pressa de chegar lá, pois quando chegar o lá não estará mais lá.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Até onde você se reinventa?

Reivente-se.
Gosto muito desta palavra. Leva-me, em primeiro grau, a pensar. Depois, me leva a agir. Quase que uma provocação ao leve comodismo que todos nós, invariavelmente, em algum momento possuímos.
Algumas vezes, temos a idéia de que reinventar é algo que dá muito trabalho, que é algo que custa caro e que há muitos riscos.
Não mudamos simples e unicamente porque gostamos de mudar. Mudamos porque gerar resultados exige, hoje, mudanças.
Mas independente do trabalho e da área de atuação, reinventar é algo presente em todas as nossas relações.
Reinventar a forma de educar os filhos, de escolher namoradas, de procurar empregos, de dar presentes, de dizer “eu te amo”. Tudo pode, sempre, ser reinventado.
Até onde você se reinventaria?

domingo, 8 de maio de 2011

Bom dia 30 anos!

A vida é mesmo interessante. Feita de ciclos.
Sou de uma geração que nasceu sendo programada para se dar bem na vida. Somos filhos de pais que cresceram em clima de repressão e resolveram dar a devida liberdade de escolha aos seus filhos, nós, a geração dos trina anos. Junte isto com um mundo cada vez mais competitivo e capitalista, onde o ter parece mais importante do que o ser, e você terá um grupo de jovens ansiosos por conquistarem seus espaços.
Me via assim quando era adolescente. Uma enorme ambição. Uma espécie de necessidade de provar que seria possível fazer algo diferente, e melhor. Cresci ouvindo que eu era a geração do futuro. O curioso, é que hoje eu já não sou mais desta geração, faço parte da turminha do presente. No passado eu tinha o álibi da idade, da pressa e da inexperiência. Eu era apenas uma hipóstese. Eu fazia parte de uma estatística dos jovens que teriam chance de crescer profisionalmente. Comecei a trabalhar cedo, fiz faculdade, bons empregos, boas promoções. Resolvi seguir o caminho do empreendedorismo e montei meu negócio. Quebrei. Persisti. Quebrei novamente. Persisti. No meio disto tudo, chorei. Mas também sorri e aprendi.
Hoje me considero bem sucedido. Ainda abaixo dos planos que fiz quando tinha quinze anos do que eu seria aos trinta. Mas venci. Estou acima da média, e hoje componho a estatísticas dos conhecidos jovens-executivos-em busca do primeiro milhão-estressados-e com gastrite. Isso é bom? Não sei. Não pretendo aqui neste blog definir o que é bom ou o que é ruim. O fato é sou resultado desta história.
O difícil, ao completar trinta anos, é entender que agora não sou mais uma hipótese, não sou mais o futuro, não sou mais um mero aprendiz. Sou presente, comprovo o que sou pelo que já fiz e não pelo o que eu digo que irei fazer. Hoje eu ensino. Hoje eu corro para aprender.
No papel, isto parece óbvio e fácil, mas não é. É difícil compreender o momento que esta transição ocorre. Na verdade, não percebemos esta transição, ela simplesmente ocorre e quando vemos, já estamos em um outro cenário.