quarta-feira, 30 de maio de 2012

O que você quer ser quando crescer?



Resolvi compartilhar um pensamento que vem norteando muito o meu trabalho.

Durante muitos anos das nossas vidas (provavelmente em épocas mais antigas), nos perguntamos o que seremos quando crescermos.
Ao longo dos anos, viramos "pessoas crescidas" e esquecemos de continuar fazendo esta pergunta.
A questão não é o fato de termos conseguido (ou não) nos tornar o que um dia tínhamos a pretensão. A minha proposta é manter exatamente a mesma pergunta: o que eu AINDA quero ser quando crescer?
Não importa a idade que possamos ter. Sempre há tempo para melhorar, evoluir, realizar sonhos, cumprir metas, mudar comportamentos... Esta é uma pergunta eterna, e que nos move de forma autêntica, pois é o que queremos ser e não o que queremos ter.
Costumo dizer que antes de pensar que emprego queremos ter, precisamos pensar que profissional queremos ser. Antes de que casamento quero ter, pensar em que marido quero ser. Antes de que filho quero ter, que pai quero ser. Que amigo eu quero ser. Que filho, que irmão, que vizinho eu quero ser. Isto define o ponto de partida para uma mudança que traga, de fato, a felicidade.
É um raciocínio que traz a responsabilidade para nós mesmos. Aonde nos leva os pensamentos de que os outros são culpados por aquilo que não nos tornamos?
Novamente, o foco é o que queremos ser para a vida que ainda nos resta.

Dalai Lama tem uma frase muito interessante: "Seja a mudança que você quer ver no mundo". É muito potente esta frase, e para deixar menos poética e ainda mais provocativa, eu sugiro: seja, você, a mudança que você quer ver na sua empresa. Seja, você, a mudança que você quer ver no seu casamento, na sua família, no seu círculo de amigos, no seu condomínio... Traga para você a responsabilidade de ter uma vida melhor. Não jogue no colo dos outros o seu destino!

E se você ficar perdido em algum momento da vida, sem ter claro o que você quer fazer da sua jornada, não tenha medo de voltar a ser uma criança e lembrar de responder a mais simples, e ao mesmo tempo difícil, pergunta: o que quero ser quando crescer?

domingo, 6 de maio de 2012

O que é Life Coach?

É com muito prazer que lanço oficialmente o vídeo produzido em parceria com a Alfa Studios para explicar o que é Life Coach.


Foi muito interessante de fazer. Ficamos dias envolvidos em roteiros e diversas possibilidades de temas que poderiam ser abordados. Foi desafiador encontrar uma forma de representar este assunto tão extenso em apenas seis minutos.
O resultado final ficou muito satisfatório e me deixou com idéias para fazer posteriormente outros vídeos em sequência!
#GoHard

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vida profissional e vida pessoal?

Tenho refletido muito sobre o que, de fato, as empresas "compram" e investem. Cursos nas áreas de vendas, aumento de performance, otimização de tempo, criatividade, empreendedorismo, liderança, entre outros da mesma linha, são sempre bem vistos pelas organizações.
Me parece que as empresas estão sempre dispostas a investir nestas áreas como uma espécie de garantia do retorno sobre o investimento. Afinal, o objetivo maior destes cursos é, no fim, aumentar a rentabilidade .
Entendo esta lógica, e não discordo dela. A minha proposta é aumentar a reflexão.
Acredito que o equilíbrio entre as questões pessoais e profissionais interferem diretamente na performance na carreira. O profissional em seu ato de trabalhar é composto por todas as influências de sua saúde, família, amigos, lazer, amores... Da mesma forma, este mesmo profissional também é composto por medos, inseguranças, indefinições, crenças limitantes...
Não acredito na vida pessoal e vida profissional. É a mesma vida. É o mesmo executivo que passa por vitórias e derrotas em questões íntimas, que estará disposto (ou não) a enfrentar as derrotas e as vitórias em questões profissionais.
Se este pensamento está correto, o lógico não seria as empresas investirem, primariamente, em fazer com que seus profissionais sejam pessoas vitoriosas na vida, como um todo? Não seria mais lógico propiciar recursos e momentos de reflexão sobre o alinhamento da empresa com seus sonhos como pessoa? Não seria mais lógico alinhar as metas pessoais com as metas organizacionais?
Um profissional bem equilibrado, satisfeito com os resultados de sua vida, produzirá melhor.
Não acredito que é o trabalho de sucesso que traga a felicidade. Acredito justamente no inverso, onde é a felicidade que traz de fato uma carreira de sucesso. Caso contrário, poderá lá no fim, o sucesso não ter valido a pena.
#ParaPensar

sábado, 28 de abril de 2012

Road Show Internacional

Coloquei no post abaixo a minha nova palestra.
Ela será apresentada neste evento, o Road Show Internacional, onde terei o prazer de dividir o palco com um antigo ídolo, o italiano Domênico de Masi.
Serão quatro palestrantes sobre o tema Comportamentos & Atitudes Vencedoras!
Informações: www.roadshowinternacional.com.br


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Vencendo o próprio jogo.

Em maio estarei lançando minha nova palestra: Vencendo o próprio jogo!
Será uma abordagem sobre o equilíbrio da vida em busca das vitórias dos jogos internos que todos nós possuímos.
Temas abordados:
Jogo interno X jogo externo
Plano de vida
Satisfação pessoal
Medos e crenças sabotadoras
Metas e sonhos
Aumento de performance na carreira



quinta-feira, 12 de abril de 2012

O homem que mudou o jogo.



Seguindo a dica de dois amigos, assisti ao filme "O Homem que mudou o jogo" (ou "Moneyball" em inglês). Sensacional! Recomendo!
A primeira frase, que abre o filme:
"É inacreditável o quanto você não sabe sobre o jogo que jogou a sua vida toda!" Mickey Mantle

Isto me fez lembrar a teoria de Eric Berne, da Análise Transacional sobre os jogos que vivemos na vida, e sobre o a teoria de Coaching Esportivo, onde o foco é vencer os jogos internos que todos temos.
Os jogos externos são aqueles que estão para serem vistos por todos. Mas os jogos internos são jogados apenas por nós mesmos.
Nem todos que vencem os jogos internos se tornam vitoriosos. Mas todos os grandes vitoriosos de jogos externos são, anteriormente, vencedores dos jogos internos.

Fica a pergunta: e você, vence os seus jogos internos?




terça-feira, 10 de abril de 2012

A arte de ser pai



Recentemente recebi a emocionante notícia que serei pai. É fantástico este processo, pois faz parte de um sonho.
Porém, confesso que como homem, a conexão ainda é baixa. Nós (homens) precisamos interagir com a criança para nos sentirmos, de fato, pais. Já com a mãe tudo é muito mais mágico. Mesmo tendo menos de um centímetro, a mãe tem uma facilidade de já começar a se sentir mãe, afinal é no corpo dela que este novo ser está se desenvolvendo.
Recentemente ganhei de presente de um grande casal de amigos um livro chamado “Então você vai ser papai”, do autor Peter Downey. Para todos que estão nesta fase, recomendo. Uma leitura leve e bem humorada sobre este novo papel.
E entre uma risada e outra, me peguei resgatando uma antiga crença: que um dos grandes presentes que um pai pode dar à um filho é admirar e respeitar a mãe dele. Mesmo que não mais casados, a figura de pai e mãe para esta criança será eterna e os sentimentos um pelo outro precisa ser de carinho. Qualquer sentimento negativo, de frustração, incomodação, raiva, tristeza, não tem nada a ver com a criança. Não foi ela quem escolheu ter os problemas que os casais possam ter. Por isto, sempre o melhor remédio para a relação pais e filhos é o amor. Um filho que se sente amado, supera qualquer problema na relação. Mas é justamente quando o amor é colocado em dúvida, que esta relação tão simbiótica torna-se frágil. Pais erraram, erram e continuarão errando. O meu consolo é que um dia meu filho, assim como eu, sentará na frente de alguma psicóloga para falar sobre o que fiz ou deixei de fazer. Isto é fato. Porém, o que não quero que ele, jamais, pense é que não é amado. E para se sentir assim, o filho precisa experimentar este amor dos pais, precisa ouvir, precisa validar no dia-a-dia.
A mim, um pai ainda em formação, me cabe o exercício de refletir sobre que pai quero ser. Na fase que estou, é comum o assunto da gravidez da minha esposa virar assunto nas rodas de amigos, e muitas pessoas ficam pensando no tipo de filho que querem. Mas esta será uma opção dele e não dos pais. A questão é que tipo de pais queremos ser. Que exemplos daremos. Quais os valores serão passados. Que experiências propiciaremos a estas crianças que um dia farão parte de um mundo do qual não estaremos mais. É o maior legado que podemos deixar, e portanto, merece a maior e mais contínua reflexão.
Muitas vezes, na educação aos filhos, o valor maior está no que será aprendido, e não necessariamente no que é ensinado. E entender esta diferença nos permite a capacidade de constantemente validar o que pensamos e o que queremos que eles pensem.
Também tenho percebido ao conversar com as pessoas sobre a gestação do meu filho que muito se debate sobre a posição de ser um super pai. Mas até que ponto ser protetor é mesmo positivo? O excesso de proteção é uma ilusão de que estamos protegendo as crianças. O mundo em que elas viverão não será imune a problemas e uma frustração pelo caminho nos ensina o devido valor da vitória. Percebo ao meu redor, uma geração de pais culpados pelos divórcios, excessos de trabalho e ausência de carinho, tentando recompensar entregando presentes e protegendo o seu filho de tudo e de todos. Mas o mundo não será este e lá na frente, poderão ser crianças com dificuldade de lidar com os problemas, que inevitavelmente, virão.
Quero ser a referencia de uma pessoa que não desiste diante dos erros e dos problemas. Que reconhece os pontos fracos e valoriza os pontos fortes. Que estará sempre por perto para ajudar nos momentos difíceis, sem jamais deixar de reconhecer este filho como um ser merecedor de trilhar o seu caminho. E isto independe de idade. Cada etapa ao seu tempo. Mas parte do caminho é apenas do pai, e outra parte é apenas do filho.
Da gravidez à despedida, ficará a eterna pergunta: que pai, e que homem, quero ser para este ser que está, neste plano, como meu filho?

sábado, 24 de março de 2012

ELO - Pais e Filhos


Este post é exclusivo para explicar o workshop vivencial Elo - Pais e Filhos.
Projeto desenvolvido em parceria com a minha esposa Graziela Freitas, que nos dá muito orgulho e muito prazer.
A idéia do ELO surgiu para atender à demandas que as famílias apresentam no trabalho de psicologia clínica que Graziela desenvolve, e o objeto é tornar os ambientes familiares mais satisfatórios, equilibrados e felizes!
Percebemos a carência de um momento de reflexão e auto-conhecimento focado para pais e filhos juntos, no mesmo espaço, em um mesmo momento.
O ELO é um workshop com alta carga emocional, repleto de muito reconhecimento e amor entre esta relação encantadora que é pais e filhos.
Abaixo segue um link com todo o material explicativo deste momento (local, valores, metodolgia e estrutura):


Um dos princípios norteadores do ELO é o fato de que as crianças iniciam o seu desenvolvimento emocional baseado nas experiências familiares. E é justamente neste sentido que iremos caminhar ao longo deste workshop. 
Quem somos como pais? Quem éramos quando filhos? E quem são os nossos filhos?
Um momento para refletir sobre o tema e desenvolver, de forma prática, um plano de orientação para o equilíbrio familiar entendendo quais os papeis de cada um baseado na união e na satisfação de todos.

Sobre a metodologia, gostaria de complementar algumas informações, e possíveis dúvidas, que não estão no link acima:
O que é Psicologia Infantil? É o foco do trabalho terapêutico na orientação para crianças e adolescentes.
O que é Life Coach? Trabalho voltado para planejamento da busca pela vida desejada.
O que é Coach Parental? Orientação familiar para equilíbrio, responsabilidades e felicidade autêntica.

Qualquer formato familiar pode realizar o ELO? O workshop foi desenvolvido para casais e também para pais separados (ou viúvos). Porém, é necessário pelo menos uma figura parental (pai ou mãe) e uma criança de seis à doze anos. De forma complementar, poderá ter a participação de mais filhos, companheiros e conjuge.

Maiores informações: coach@gabrielcarneirocosta.com.br

segunda-feira, 19 de março de 2012

Meio cheio ou meio vazio?

Nos últimos dias tenho refletido sobre a questão da famosa expressão "copo meio cheio ou meio vazio", e durante uma aula de psicologia Positiva esta reflexão ficou ainda mais interessante.
Resolvi ilustrar a questão usando uma metáfora um pouco diferente, e neste caso pessoal. Quero propor o pensamento pela visão de uma taça de vinho. Optei pelo vinho por diversos motivos, entre eles o fato de ser uma bebida que aprecio muito e também pelo fato de que, normalmente, não se enche uma taça com vinho, pois isto dificulta o contato com o oxigênio do ar e nos impede de perceber mais facilmente as características positivas da bebida.
Penso que assim é a vida. Quero propor o pensamento de que podemos trocar a palavra "ou" pela palavra "e". A taça não está meio cheia OU meia vazia. A taça está meio cheia E meio vazia. 
A idéia de que pessoas otimistas sempre enxergam a taça meio cheia pode ser superficial demais. A vida não é feita apenas de fatos positivos, e a melhor forma de desenvolvermos a capacidade de sermos otimistas, e resolvermos os problemas que a vida nos traz, é justamente entender quais são as características positivas e  as negativas que temos ao nosso redor. 
O foco não é uma vida feita de coisas boas OU coisas ruins. A vida é completa, e portanto tem coisas boas E coisas ruins. 
Acredito muito que uma vida satisfatória não é conseguir a ausência de problemas, mas sim saber lidar com eles de forma mais positiva, sem jamais deixar de enxerga-los. 
Temos o péssimo hábito de fugir para nos proteger, mas é justamente na fuga que nos desprotegemos. E então a melhor forma de lidar com as questões negativas da vida é ir de encontro a elas, sem negar que estão presentes, e principalmente, sem deixar que estas questões ditem o rumo das nossas vidas.
Para complementar, utilizei uma foto que considerei ótima para ilustrar esta pequena reflexão. A taça pode estar meio cheia e meio vazia, mas ainda assim, podemos utilizar diversas perspectivas sobre como vamos visualizar este vazio. Somos nós que damos aos fatos, as suas interpretações. E cabe exclusivamente à nós significarmos o vazio.
Um brinde à felicidade! Tim-tim!


domingo, 11 de março de 2012

Workshops Vivenciais.

Abaixo seguem as próximas turmas abertas dos três principais workshops vivenciais.





DNA Beginner:
Onde tudo começou! Este foi o primeiro workshop desenvolvido, no qual já tive o prazer de realizar diversas vezes. São 14 horas de muito auto-conhecimento.
Trabalho explicando as teorias norteadoras da nossa vida, estipulando junto aos participantes um ponto de partida para mudança. Passamos por teorias sobre crenças, pensamentos e comportamentos, analisamos ganhos e perdas da vida atual e da vida desejada, utilizamos visualizações futuras de sonhos e metas, regressão consciente à criança do participante e encerramos com o desenvolvimento de uma rota de ação. Atualmente desenvolvo em parceria com o Coach Tiago Lemos, e o DNA Beginner é administrado pela empresa Venti Inteligência em Projetos.

DNA Deeper:
Como diz o nome, é o workshop mais intenso e profundo que desenvolvo. Exclusivo para quem já realizou o módulo inicial, o participante conecta suas emoções mais autênticas para entender seus medos, desejos, angústias e alegrias da vida. Foco em uma vida mais feliz, é um encontro intenso de três dias e duas noites com muitos exercícios de auto-conhecimento e aprendizado sobre ferramentas que auxiliam uma mudança de comportamento.
Também desenvolvido em parceria com o Coach Tiago Lemos e com a Venti Inteligência em Projetos, o DNA Deeper conta também com uma equipe extra de apoio para melhor acolhimento aos participantes.

ELO - Pais e Filhos:
Parceria com minha esposa e Psicóloga Clínica Graziela Freitas, este é o primeiro workshop vivencial para pais e filhos juntos. Uma caminha de dez horas de muita conexão com os aspectos positivos desta relação. Um momento para os participantes compreenderem seus medos e expectativas individuais e familiares. Um encontro baseado na energia do amor, carinho e respeito, sentimentos essenciais para uma relação pais e filhos autêntica e feliz.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Obrigado mulheres.


Embora não seja da minha época, ao refletir sobre o sexo feminino, foi inevitável lembrar da antiga música de Erasmo Carlos onde ele canta “Dizem que a mulher é um sexo frágil. Mas que mentira absurda. Eu que faço parte da rotina de uma delas sei que a força está com elas”.
Como ser humano, como homem e como Coach respeito muito a mulher. Observo, no processo de Coaching, que a mulher costuma ter uma visão mais sistêmica da vida, buscando com frequencia o alinhamento das áreas profissionais, familiares e pessoais.
De forma geral, o homem busca ser referência na macro sociedade. Quer ser premiado, estar nos jornais, na TV e rodar o mundo. A mulher busca ser referência na sua micro sociedade. Quer ser reconhecida como uma filha especial, uma mãe diferenciada, uma esposa dedicada e uma profissional de respeito pelo seus colegas de mercado.
Homem tem uma lista de hobbies. Lê revista de automobilismo, joga futebol uma vez por semana, participa da turma do poker, da confraria da cerveja e por aí vai. A mulher não costuma ser assim. A mulher é mais das atividades afetivas. Procura a troca de afeto entre as pessoas, gosta de longas conversas e de momentos mais relaxantes.
O homem é sempre mais objetivo, mais pragmático. Busca resolver um ponto específico, e principalmente, uma ponto de cada vez.
A mulher quer resolver todos os pontos e sempre tudo junto. O que é mais incrível, é que elas tem de fato esta capacidade. A mulher consegue dar a devida atenção aos assuntos de forma distinta. Tem o tempo de ser mãe, a hora de ser filha, o dia de ser profissional, o momento de ser sexy, de cuidar do corpo, de sair com as amigas, de estudar, de arrumar a casa…
Como dito por alguns profissionais da área da saúde, a mulher está se tornando a super mulher. A exigência social impõem muitas mudanças e muitas tarefas. A mulher moderna é tudo.
Não é uma questão de certo ou errado, nem quero propor a discussão por preferências, mas o fato é que homens e mulheres tem muitas diferenças. E ao me propor refletir sobre as mudanças da mulher, resolvi contrapor com as mudanças do homem. Digo isto pois sempre acreditei que quando uma pessoa muda, a outra (do mesmo convívio) muda também. E vem sendo assim nas relações masculinas e femininas. Embora existam diferenças na forma de pensar e na estrutura de planejamento pessoal, tenho visto com muita frequencia os homens mais dispostos a pensar nos filhos, participar das reuniões na escola, ajudar a escolher a roupa. Homens preocupados em aprendar a cozinhar, descobrir como usa a máquina de lavar roupa, combinar com o jardineiro o que precisa ser feito.  Homens preocupados com sua beleza e com sua saúde futura. Homens dispostos a demonstrar afeto e passar a utilizar a frase que aprendemos com as mulheres: eu te amo. Sim, também de forma geral, os homens estão mais afetivos e mais dispostos a olhar suas vidas como um todo.
A mudança da mulher é comprovada na mudança que o homem passou a adotar. Quem ganha com isto? Penso que todos nós. Toda a sociedade e principalmente todos os filhos destes pais modernos. Pais que participam da vida dos seus filhos sem deixar de pensar nas suas vidas individuais. Pais que sabem ser egoístas e altruístas, característica típica da mulher que o homem aprendeu.
E tudo isto, devido a mudança das mulheres. Depois de queimarem roupas e lutarem pelo seu espaço, que hoje já está conquistado, foi o homem que precisou se adaptar. As vezes penso que se não fosse a antiga revolução feminina, talvez nós homens, ainda estaríamos presos no nosso mundo egoísta.
Obrigado mulheres.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Primeiro você.


Algumas pessoas tem o hábito de ajudar aos outros de forma incondicional. É bonito ver o ser humano com a empatia pelos problemas dos outros e perceber o amor e a dedicação andando lado a lado.
Meu objetivo com esta reflexão neste pequeno texto não é, em hipótese alguma, diminuir o valor da ajuda ao próximo. O meu objetivo é avaliarmos a sequência dos fatos.

Você já voou de avião? Lembra quando a aeromoça explicou sobre os procedimentos em caso de problemas?
As máscaras de oxigênio, que servirão de salva-vidas para nós, caem sobre nossos olhos. Primeiro precisamos colocar oxigênio para nós mesmos e uma vez respirando normalmente, então ajudarmos aos demais a buscarem os seus oxigênios.
É isto. Simples assim.

Primeiro eu me ajudo, depois ajudo aos outros. Primeiro eu preciso perceber que a ajuda cai na frente dos nossos olhos e somente em condições saudáveis eu posso ajudar ao outro.
Conheço pessoas que ajudam muito aos demais, mas pouco olham para si. Diante dos seus problemas queixam à Deus, que não ajuda à eles próprios em forma de recompensa por tudo o que fazem pelos outros.
Também tem aquela turma que ajuda aos outros e depois cobra ajuda para si mesmo, considerando que a humanidade tem a obrigação de ajudá-lo, afinal ele já ajudou muitas pessoas.

Como disse no início do texto, a ajuda alheia é maravilhosa, digna de gratidão e reconhecimento. A minha única proposta aqui neste texto é que possamos refletir o quanto estamos ajudando a nós mesmos. O que faríamos para ajudar a nós se nós fossemos os outros? E porque não fazemos conosco aquilo que fazemos para aos demais? Quem mais pode nos salvar além de nós mesmos?
Depender da ajuda dos outros para ser salvo é condicionar a nossa vida à espera de algum dia.
Focar a salvação em nós, e somente em nós mesmos, é nos dar poder, autonomia estímulos e assim uma vida mais completa e satisfatória para ajudar aos demais.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Artigo na Zero Hora

Foi publicado no jornal Zero Hora um pequeno artigo que escrevi logo após a virada de ano.
Boa leitura. Comentários, fico à disposição: coach@gabrielcarneirocosta.com.br


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Entrevista Clic RBS

Compartilho aqui no Blog (no link abaixo) a entrevista realizada no Clic RBS sobre o ato de comemorar pequenas conquistas.

Entrevista Clic RBS

Conquistas, de qualquer tamanho, precisam sempre ser comemoradas!
O que iremos comemorar neste mês?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Entrevista Jornal Correio do Povo

Compartilho aqui no blog uma entrevista realizada para o Jornal Correio do Povo, do RS, na edição especial de ano novo!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

2012: Para não ser um ano meio!

Fim de ano temos a oportunidade de rever o ano que tivemos e projetar o ano seguinte.
Fazer de 2012 um ano melhor precisa ser uma decisão individual e intransferível. Precisa acreditar. Precisa se dedicar e exercitar. Precisa querer muito ter um ano melhor.
O que depende exclusivamente de mim para que o ano seja melhor? Vamos tirar o foco dos outros e entender que somente nós podemos fazer do ano que vem um ano com crescimento, vitórias e realizações.

Não gosto da posição "meio". Ninguém lembra do aluno meio bom, do professor meio bom, do amigo meio querido, da festa meio boa. A posição mediana é a pior de todas. É preferível estar na posição "ruim", pois ela pelo menos permite a mudança, pois gera desconforto. A posição meio nos gera acomodação. Costumamos pensar que é melhor estar meio do que estar mal. Mas não concordo!
Um funcionário ruim é demitido, e a partir disto tem a oportunidade de rever o que pode ser feito. Um profissional médio não é demitido, mas também jamais será promovido. E então fica ali, no meio, até que o destino o tire de lá.
Um relacionamento meio é melhor do que um relacionamento ruim? Novamente acredito que não. Um relacionamento meio bom é a acomodação de uma vida com meias conquistas. Não podemos aceitar o meio. Não podemos aceitar o jargão "podia ser pior".

Proponho a todos os leitores aqui do blog que não façam de 2012 um ano meio. Vá forte! Faça de 2012 um ano completo. Cheio de desejos, energias, mudanças, vontades!!! Um ano completo.
O que você quer estar pensando em dezembro de 2012? Quer ter vivido um ano meio bom ou um ano intenso? Independente dos resultados, um ano intenso jamais será esquecido, porque você obrigatoriamente, termina diferente!
Esqueça os outros, só depende de você fazer de 2012 um ano inteiro! O que você vai escolher?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Para o que vivem as pessoas?

Recebi de um grande amigo este vídeo abaixo e resolvi compartilhar aqui no blog, afim de propor uma reflexão.
Para o que vivemos?

video

Até quando iremos esperar a vida permitir que os nossos sonhos aconteçam?
Se é você quem cria os seus sonhos, é você quem realiza!
#parapensar

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Primeiro a mente, depois o corpo!

Começa a se aproximar o verão e com isto a preocupação com aquelas gordurinhas pelo corpo que nos desmotivam a desfilar na praia com a auto-estima firma e forte! É uma correria para as academias, procura por médicos e dietas milagrosas.
Digo isto por experiência, afinal luto contra a balança faz algum tempo. Já fiz várias dietas que funcionaram, mas passa um certo tempo e o peso volta a subir. Isto acontece pois a dieta vira uma penitência, um castigo, uma tortura... e ninguém é louco para se torturar por tanto tempo seguido. Nem mesmo por nobres causas como biquinis, sungas e corpos bronzeados.
Quero compartilhar uma reflexão que fiz desde o último verão e que vem me ajudando a perder peso (já perdi 15kg - em 7 meses) sem me sentir castigado.
A prática disto não é fácil, mas o raciocínio sim. Utilizei todas as ferramentas e as formas de pensar que aprendi e desenvolvi nos processos de Life Coach.
Um dos princípios básicos do Coaching, é desafiar o assessorado a colocar planos de vida em ação. É um acompanhamento com foco no ato de agir. Mas para conseguir agir, precisamos entender que nossos resultados são frutos dos nossos comportamentos, que são frutos dos nossos pensamentos, que são frutos das nossas crenças. Portanto, mudar apenas as atitudes, não garante uma mudança tão eficaz. Precisamos mudar a mente, para depois mudar os comportamentos.

Se eu quero muito me tornar um grande empresário, eu passo a observar tudo o que grandes empresários fazem. Como eles pensam, como eles conversam, como eles cuidam do dinheiro, das oportunidades, dos desafios.
Se eu quero me tornar um grande esportista (seja qual for o esporte), eu observo o que os grandes jogadores fazem, como treinam, o que mentalizam, como pensam, como conversam.
Toda "tribo" segue uma linha geral similiar. Todos que praticam certo estilo seguem uma linha. É assim com médicos, advogados, psicólogos, publicitários. É assim com hobbies como motocicleta, vinho, lancha, literatura. É assim com esportes como tenis, futebol, natação, golfe. Ou seja, os melhores e mais entendidos em um segmento agem da mesma forma, e o que diferencia um dos outros é apenas pequenas questões pessoais (que podem separar os bons dos gênios), mas a "linha básica" é a mesma. Nenhum gênio em um segmento faz completamente diferente do que os bons. O fio condutor é o mesmo.
Isto me lembra certos princípios do Coach, como o fato de que crenças provocam pensamentos, que provocam atitudes e que somente depois provocam resultados.
E esta similaridade entre as "tribos" acontece o mesmo entre a turma dos gordinhos e a turma dos magrinhos. Os gordinhos pensam a respeito de alimentação de uma forma diferente dos magrinhos. E lembre-se: primeiro mudar pensamentos, para depois mudar comportamentos.
A minha proposta foi passar a observar como os magros pensam. Quero mudar a mente, depois o corpo. Quando comecei este exercício, comecei a me observar agindo de forma "gorda" e não de forma "magra". Me lembro de me pegar com dois salgadinhos na mão. Você já viu uma pessoa magra segurar dois alimentos ao mesmo tempo? Mas depois disto, preferimos dizer que a nossa genética nos atrapalha. Eu acredito que o DNA possa influenciar, mas não podemos culpar aquilo que não temos controle. E antes de culpar a nossa herança genética, vamos analisar nossos pensamentos e nossos comportamentos.
Comecei a observar como os magros pensam. E eles não pensam em comida de forma frenética, pensam em comida de duas formas: tem o grupo que pensa no alimento como sobrevivência e o grupo que pensa no alimento como prazer. Mas em ambos os casos, eles não pensam no alimento na relação de quantidade. Eles não vêem prazer em ficar mal de tanto comer. Eles não comem de forma rápida. Eles pensam o que vão comer diante de um buffet. Eles não comem tudo o que querem o tempo todo.
Depois de muito observar, percebi que magros pensam diferente de gordos, e passei e exercitar os meus pensamentos desta mesma forma. Não cortei nada do meu cardápio. Simplesmente tenho exercitado a minha mente para pensar como magro, e aí a dieta não é uma meta, e sim um estilo de vida. E se é um novo estilo de vida, uma nova forma de pensar, então não é castigo.
Tem funcionado, me fez perder 13kg, ganhar mais disposição e sigo conectado para continuar pensando assim. Nunca mais vou voltar a engordar? Não sei, não posso afirmar. Mas a minha aposta é que não. Está sendo fácil? Também não. Mas uma coisa posso compartilhar com muita segurança: quando você muda a mente, todo o resto fica mais fácil do que se tentar fazer o inverso.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O ciclo de um mito!


Há algumas semanas o mundo foi informado que o grande mito e idealizador da Apple, Steve Jobs estava deixando o cargo supremo de liderança. Desta vez ele não está saindo da empresa por ser expulso, como ocorreu na década de 80. Desta vez ele está saindo no auge do sucesso da maça mordida nas referências de consumo dos seres humanos, e por escolha própria.
Me chamou atenção que as notícias ao longo dos dias tinham um ar fúnebre. Uma espécie de velório com o defunto vivo. E mais uma vez, Steve Jobs cria uma aura emocional em cima de suas decisões.
Jobs manteve um sonho, e trabalhou obcessivamente por este. Estudou mercados, modelos de consumo e concorrentes. Engajou pessoas com os mesmos sonhos e provocou o ser humano a: “Think Different” (pense diferente). E como todo líder determinado a um resultado, também deixou pessoas insatisfeitas e incomodadas ao trabalharem com ele.
Em uma análise mais comportamental e menos técnica, Steve Jobs reinventou a maneira de pensar as coisas por mais de uma vez.
Quando o mundo crescia com computadores formais, sérios e de difícil manuseio, a Apple lança o Macintosh de forma simples, de fácil interface e colorido.
Quando o mundo se debatia para combater a pirataria das músicas na internet, mais uma vez a Apple surpreende e lança o iPod e em seguida a App Store, que mudam a forma do consumidor se relacionar com suas músicas preferidas.
Quando o mundo concorria para apresentar aparelhos celulares cada vez com mais recursos, Jobs lança o iPhone, demonsrando que interatividade e design estava mais carente do que recursos específicos.
E por fim, enquanto o mundo se preocupava em diminuir o tamanho dos notebooks, a Apple usa a lógica de aumentar o telefone celular e lança o iPad, revolucionando mais uma vez o mercado da tecnologia.
Independente de quem é o autor das idéias em si, acredito que todos estes produtos nasceram de muita criatividade, estudo, conhecimento técnico, determinação e ousadia de um grupo coletivo. A questão é a capacidade um homem liderar este processo com tamanha maestria e tornar uma marca tão desejada.
Estamos carentes de líderes que são taxados de loucos, mas mudam a forma da humanidade pensar. São considerados arrogantes, mas defendem um pensamento com determinação e argumentação. São considerados difíceis, mas estimulam a ousadia ao invés de estimular o trabalho baseado em carga horária.
Agora, Steve Jobs se despede deixando uma nova questão para ser repensada. Uma marca, que é um ícone emocional, consegue ter DNA próprio e perpetuar na mente do consumidor, sem o seu idealizador?
Tim Cook conseguirá manter o espírito inovador e encantador da Apple? E Steve Jobs conseguirá se manter vivo não tendo mais a palavra final da sua maior obra?
Vamos deixar o tempo nos responder. Até lá só nos resta dizer: Thank for your job, Steve!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

De A para B.

Nos últimos anos, tenho conversado com muitas pessoas sobre processos de mudança de vida. Toda mudança exige sair de um ponto A e ir para um ponto B. Porém, se não soubermos qual é realmente o ponto B que desejamos, qualquer mudança poderá ser escolhida, e o ponto B poderá ser qualquer coisa.
Muitas pessoas querem sair do ponto A como fuga, propiciando um alívio. Querem mudar para um novo lugar não em busca de realização, propósito, felicidade. Querem mudar para se livrarem de onde estão.
Isto reforça a idéia que vivemos em uma sociedade carente de vida pessoal. Queremos nos desenvolver e crescer profissionalmente, sermos reconhecidos, virarmos referência, ter recompensas financeiras. Mas ao mesmo tempo, queremos cuidar da família, dos filhos, dos amigos, dos hobbies, das diversões. Ao não alcançarmos este equilíbrio, então buscamos mudar do ponto onde estamos. O problema é que ao mudarmos de posição, não necessariamente mudamos os nossos comportamentos, e assim sendo, quem vai para o ponto B é o mesmo ser que estava no ponto A. 
Mudanças costumam ser movidas por dor ou por prazer. São estes dois sentimentos que nos levam a mudarmos e tomarmos certas atitudes. 
No exemplo que estou refletindo aqui neste texto, o ideal é querermos sair do ponto A movido pela dor, mas buscar um ponto B movido pelo prazer. Somente assim estaremos focados em encontrar uma solução que mude o nosso comportamento, mas que principalmente, mude a nossa forma de pensar e agir. Antes de mudar um local de trabalho, rever os nossos valores, os nossos pensamentos e os nossos comportamentos. Antes de criticar colegas, chefes, subordinados e parceiros, refletir o que acontece neste mundo externo que nos deixa irritados e frustrados. Antes de querer fugir de algum lugar que não faça mais sentido para nós, definir onde queremos estar.
Somente assim o ponto B poderá ser um lugar mais interessante, que nos permita estarmos mais realizados e mais felizes.