sábado, 30 de julho de 2011

Dinheiro é...

Certa vez escutei uma frase que me chamou a atenção e me fez refletir: "Dinheiro potencializa aquilo que somos"! Tá aí! Gostei!
Não acredito que dinheiro traga felicidade e realização para quem não se sente feliz e realizado. Veja bem! É lógico que ter dinheiro amplia as nossas sensações de estarmos nos sentindo realizado. Mas não sairemos da posição não realizada (ou não feliz) para a posição realizada (ou feliz) simplesmente porque agora temos mais dinheiro. A vida precisa antes de mais nada de propósito. Dinheiro sem propósito é finito!
A questão chave aqui, me parece, é que vivemos em uma sociedade onde ter é mais valorizado do que ser. E neste cenário, é importante demonstrar que temos dinheiro para então sermos considerados especiais. Mas este ciclo todo é para satisfazermos um valor interno nosso, que neste caso poderia ser o reconhecimento. Depois disto, temos a crença (muitas vezes desenvolvida por esta mesma cultura social) de que para termos reconhecimento precisamos demonstrar que temos dinheiro. Como consequencia disto, o nosso comportamento aponta para buscarmos o dinheiro. O problema, é que não nos damos conta do que exatamente este dinheiro vai alimentar nas nossas crenças, e aí começa uma confusão, pois o dinheiro passa a não satisfazer no longo prazo. Reconhecimento advindo do dinheiro é superficial e passageiro. Então parece que precisamos de mais dinheiro, precisamos comprar mais coisas...
Mas vamos pensar que hipoteticamente, o dinheiro não existisse mais no mundo. Temos outras formas de alcançarmos reconhecimento? Sim, temos! E se conseguirmos buscar reconhecimento através do que somos (e não do que temos), alguém poderá me tirar isto? Não! O que somos não acaba (a menos que queiramos), mas o que temos sim. Tudo o que temos pode ter um fim.
Você quer dinheiro para ter prazer, comprar objetos de desejo, propiciar novo estilo de vida, ajudar pessoas? Legal! Eu também quero! Mas vamos lembrar que este mesmo dinheiro precisa vir daquilo que nos dá sentido, que nos dá prazer, que realmente satisfaça os nossos valores e que esteja alinhado com o nosso propósito de vida. Se assim for, deixamos de "ganhar dinheiro" e passamos a "fazer dinheiro". Percebeu a diferença?
Falta de dinheiro é sintoma. Prosperidade financeira é resultado!
Levei algum tempo para entender o significado da expressão "deixe o dinheiro trabalhar para você". Mas hoje faz sentido! Se tenho meu propósito, minha dedicação, com foco, o dinheiro é resultado. Mas se coloco o dinheiro como alimento para o meu objetivo de vida, então passarei a vida trabalhando para ter. São os casos de pessoas que passam a vida ganhando e gastando. Juntando e perdendo. Fazem tudo certo mas não se sentem (ou não estão) com riqueza. Precisa mais e mais.
Vamos pensar em dinheiro como amplificadores do que somos? Você está preparado para aumentar o seu volume interno? #parapensar

domingo, 3 de julho de 2011

Santiago de Compostela, um símbolo de fé!

Acabei de assistir a um filme sobre o famoso caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Um lugar que independente de religião, mexe com as pessoas, com suas crenças, suas vidas e com a fé humana. As pessoas vão até lá em busca de algo que está fora do nosso cotidiano, como uma espécie local mágico, místico e que ao final, torna-se um carimbo de esforço e dedicação. Alguns fazem o caminho de uma forma muito dolorosa, com muita dor. Outros se permitem um pouco mais de qualidade. Mas ainda assim, todos que terminam o caminho, sentem-se exaustos fisicamente, mas extremamente compensados espiritualmente. Confesso que a idéia deste caminho me atrai, mas ainda não tive a oportunidade de realiza-lo.
Mas ao terminar o filme, o que me fez ficar pensando e vir aqui escrever este texto não é exatamente o histórico caminho de Santiago de Compostela, e sim os movimentos que o ser humano faz para se sentir em contato com Deus, em contato com seus desejos e com suas culpas.
Vivemos em um dia a dia que não nos cabe um contato efetivo com nossos desejos mais íntimos, que não nos permite criar os laços afetivos que gostaríamos de ter e que não nos permite relações suficientemente transparentes e equilibradas para que possamos resolver nossas culpas, nossos medos e anseios. No meio desta realidade, nos apegamos em números, cartas de tarô, horóscopos, religiões e amuletos da sorte para que tenhamos uma sensação de preenchimento e crença por coisas que não conhecemos e por isto, não definimos. A fé é misteriosa e intangível. O importante não é onde nos agarramos, e sim o resultado que isto nos gera.
Já frequentei diversas religiões e até hoje não sigo nenhuma delas. Levo comigo um pouco de cada uma, aquilo que fez (e faz) algum sentido para mim. Acredito que independente de qual religião, prática, crença, regras e rituais, o que não podemos negar é que uma energia nos move, nos une, nos comove e nos ajuda. A energia está em mim, em você, e em tudo aquilo que planejamos e executamos. O caminho que escolheremos para concretizar sonhos e resolver inquietações é particular, mas o que não podemos deixar de fazer nesta vida, é entender que estamos vivos. E se estamos vivos, é porque devemos continuar caminhando, aprendendo e evoluindo. Ter a esperança como energia, as metas como músculos e a paixão como alimento. Se para isto, o caminho de Santiago de Compostela faz sentido, ótimo. Organize seu tempo, suas finanças e sua saúde e se prepare para fazer. Se para outros, este caminho é mais perto, mais simples e mais curto, não importa, faça. O importante é nos sentirmos melhor e não acumularmos "dívidas" sem prazo para serem quitadas. A pior dívida é aquela que fazemos conosco mesmo.