Todo mundo conhece a famosa frase: “não sabendo que era impossível, foi lá e fez”. Pois bem, é sobre isto que gostaria de refletir com este texto.
Nós, seres humanos em geral, muitas vezes nos limitamos àquilo que consideramos possível de ser feito. Não fazemos o julgamento do quão importante pode ser uma idéia. Optamos simplesmente por executar aquilo que, de uma forma já conhecida, pode ser feito.
Procuramos por oportunidades ousadas, espaço para inovarmos, reconhecimento... Porém, entregamos cópias, ajustes, referências, adaptações de tudo aquilo que já foi feito. O medo de ousar, de ir além, nos enferruja.
Muito se fala sobre a “big idea”. E devo confessar que já cansei um pouco deste termo, pois vejo muito “small ideas”, “the same ideas”, “other great idea”...
Até quando?
A realidade, é que ainda como alunos, somos treinados a buscar referências e fazer benchmarking. Ajuda? Ajuda, mas se mal aplicado, pode mais atrapalhar. Com o crescimento das grandes mídias sociais, é possível em dois minutos descobrir qualquer movimento social, cultural ou econômico que esteja ocorrendo no mundo. Cópias e adaptações passaram a ficar muito mais evidentes, e com isso, os exercícios de busca por referências nos limitam e nos intimidam. O que já foi feito, já foi feito. Ponto.
“Nada se cria, tudo se copia” é uma frase que deveria gerar indignação em certos profissionais do mercado. Mas ao contrário disto, vemos muitos se justificando e alegando os motivos pela sua big idea ser tão small. “Nós não quisemos inovar tanto, pois não faz parte do DNA da marca (ou do meu perfil de pessoa)”. “Como nunca foi feito, não sabemos exatamente os resultados que podem gerar, e como não podemos errar, é melhor fazer o simples bem feito”. “O mercado ainda não está maduro para isso”...
Se o mercado quer inovação, precisa aprovar inovação.
Se o profissional quer inovar, precisa de fato inovar.
Saia do quadrado, inverta as bolas, ponha a carreta na frente dos bois, saia das linhas, saia das entrelinhas também, vá além. Esqueça a primeira idéia. Esqueça a segunda. Esqueça a terceira. Volte na primeira idéia. Volte na segunda. Canse de ir e vir. Gaste sola de sapato e vá para a rua. Olhe e escute. Mais importante do que saber falar é saber ouvir. Ouça tudo e à todos sobre o seu briefing, sobre o seu cliente, sobre o seu desafio. Queira mais do novo e menos do mesmo.
Quer ser diferente dos outros profissionais? Quer ganhar diferente? Quer ser reconhecido como diferente? Não quer ser visto como igual aos outros? Faça o que os outros não fazem. Não existe outra fórmula. Você poderá pecar por ter feito errado. Mas jamais pecará por não ter feito (nem mesmo tentado), que definitivamente, é pior dos erros para quem trabalha no mercado concorrido de hoje.
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